Publicado por Zé Otavio em junho 22, 2009
A ANATEL só pode estar de brincadeira com a sanção adotada contra a Telefônica pelas recentes, e já costumeiras, panes no serviço de internet banda larga (Speedy).
Muitos ficaram felizes e concordaram com a medida, alguns aplaudiram de pé a agência reguladora, lamentável….
Que tipo de agência reguladora demora tanto pra tomar medidas tão tímidas? Onde já se viu aplicar uma punição que só vale pros erros que a Telefônica cometer daqui para frente? E os transtornos que nós, usuários impotentes, temos que aguentar semanalmente, se não é que permanentemente.
Antes de continuar vou comentar sobre o meu caso e meus problemas com a Telefônica: assinei o Speedy há mais ou menos três meses e solicitei o que era então o plano mais barato (com velocidade de 512 Kbps) pelo valor de R$ 49 (se não me engano). Sabia de todos os problemas do Speedy, mas não existem muitas opções, aliás, sendo claro, era ficar com Speedy ou assinar internet e TV a cabo no “combo”, e eu não queria essa segunda opção. E de qualquer jeito, as outras empresas (NET e TVA) também não oferecem um serviço tão mais atrativo (em termos de qualidade e preço). Quem não quiser ler esse longo relato, salte para o texto após esse longo “quote”.
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Publicado por Zé Otavio em julho 8, 2008
Srs. membros do G8, não dá para acreditar que apesar de todos os estudos e toda comoção internacional com relação ao aquecimento global, vocês se comprometam somente com a modestíssima meta de reduzir as emissões de CO2 em 50% até 2050. DOIS MIL E CINCUENTA??????? Vocês não podem estar falando sério!!! Eu vou ter 70 anos em 2050! Quer dizer que vou ter que esperar até minha vida estar próxima do fim, para decobrir se os países liderados nesse momento por vocês e por uma elite mesquinha e avarenta, conseguiram ou não cumprir essas metas!!!??? Não pode ser! Não aceito que rifem toda minha vida e o futuro dos meus filhos (que ainda não nasceram) dessa forma!
Vamos fazer o seguinte, vamos começar devagarinho: comprometam-se em reduzir 1% no próximo ano e 5% nos próximos 3 anos. Só pra ver se vocês estão falando sério, ou se querem leiloar o futuro de todos nós, como parece ser o caso.
Mas se a coisa ficar feia lá por 2020… e tenho certeza que ficará, eu vou fazer minha parte para condená-los por crimes contra a humanidade. A maioria de vocês terá entre 60 e 80 anos… ainda estarão em condições de sobreviver a uns anos bem, mas BEM ruins de sofrimento… e espero que morram como o Pinochet.
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Publicado por Zé Otavio em junho 17, 2008

Em dezembro de 2001 eu estava terminando minha estadia na cidade de Guadalajara, México, onde passei 6 meses fazendo intercâmbio. Uma prima mexicana (filha da minha madrinha) estava nesse momento morando em Washington D.C., nos EUA e teria bebê por essa época. Decidi acompanhar minha madrinha na viagem a Washington, onde passariamos o natal e o ano-novo, antes de voltar definitivamente para o Brasil.
Um dos locais que mais me chamou a atenção foi o zoológico de Washington (fundado em 1889 e mantido pelo “Smithsonian Institution”). O zoológico fica em uma zona residencial muito tranquila, com casas vitorianas e ruas pequenas, e é usado por corredores e esportistas durante o dia. O parque é muito bonito, arborizado, bem conservado e organizado, e a quantidade de espécimes é bastante grande.
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Publicado por Zé Otavio em junho 12, 2008

Em entrevista publicada no dia 09 de junho de 2008 na Folha de S. Paulo, o sociólogo e teórico da Universidade de Yale, Immanuel Wallerstein empolgado com a candidatura de Obama, declara acreditar em sua vitória fácil no fim-de-ano. Se nesse ponto não concordamos, estamos na mesma linha do que deve acontecer caso Barack Obama seja de fato eleito: “Minha impressão é que a eleição de Obama criará um espaço para ação popular, mas ele não será o ator dessas mudanças, apenas responderá à pressão por elas.”. Se Lula neutralizou os movimentos sociais no Brasil com sua esperança de mudança, acho possível que Obama os desperte de seu sono esplêndido nos EUA. Em um texto futuro poderemos desenvolver melhor essa última questão.
Reafirmando minha posição de que não acredito na vitória de Obama no fim do ano, reforço com dois argumentos que explorei pouco no texto anterior:
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Publicado por Zé Otavio em junho 7, 2008
Segundo matéria da agencia de notícias Efe da Espanha, publicada no dia 04/06/2008 em vários jornais do mundo, Noam Chomsky, um dos mais respeitados lingüistas e ativistas políticos norte-americanos, prevê que Barack Obama perderá as eleições do final do ano contra John McCain.
Apesar da comoção nacional que a campanha pela “mudança” de Obama vem causando, e de toda repercussão mundial da candidatura do “possível primeiro presidente negro dos EUA”, as prévias na realidade dizem pouco sobre como serão as eleições do final do ano.
Uma coisa é lutar contra Hillary Clinton pelos eleitores do Partido Democrata, outra bastante diferente é competir com um republicano nas eleições gerais, onde o que vale não é a nomeação do partido, mas a Casa Branca e o comando das forças armadas dos EUA.
E lutar por votos nas eleições à presidente se resume em disputar, do total de 51 Estados norte-americanos, somente uns 15, os chamados “Swing States“. Isso se deve à existência de uma divisão mais ou menos clara entre o eleitorado do partido democrata e republicano, sem muito espaço (ou muitas pessoas) no meio do caminho (e menos completamente fora dele).
Para Chomsky, as duas principais dificuldades que enfrentará Obama nessas eleições serão: 1) O racismo, principalmente no sul do país e; 2) A espetacular máquina de campanha e difamação do partido republicano.
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Publicado por Zé Otavio em junho 4, 2008
Existem dois comportamentos venezuelanos que são típicos e que dizem muito sobre esse país e sua história.
O primeiro, é a mania (não tem outro nome) dos motoristas, de deixar os carros e ônibus ligados enquanto estão estacionados. É perfeitamente normal para um motorista, de ônibus leito de dois andares, deixar o grande motor de 12 litros (12.0) à diesel ligado enquanto espera, às vezes mais de uma hora, até que todos os passageiros entrem. Isso no entanto não é costume só dos motoristas de grandes veículos, pessoas normais, com carros de passeio, pick-ups, vans e “SUVs” também tem esse costume. Se alguém vai, por exemplo, parar na padaria para comprar algo, existem 90% de chances (não científicamente comprovadas) de que essa pessoa deixe o carro ligado enquanto faz isso, mesmo que demore uns 15 minutos.
O segundo costume interessante, é que a maioria das pessoas leva comida de casa ao trabalho. Na verdade só uma minoria das pessoas sai para almoçar. De manhã cedo, é possível ver pessoas em ônibus, no metrô e em carros particulares, carregando pequenas bolsas térmicas com comida. Esse costume não se restringe a populações de baixa renda, é algo realmente generalizado, de bancários a secretários de Estado vão ao trabalho com comida de casa.
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Enviado em Venezuela | Etiquetado: Alimentos, Economia venezuelana, Peculiaridades, Petróleo, Preços internacionais, Venezuela | 2 Comentários »
Publicado por Zé Otavio em maio 27, 2008
Os músicos da orquestra sinfônica esperam um sinal do maestro para começar a apresentação, ao fundo do palco, uma orquestra cujo único instrumento musical são luvas brancas e os corpos dos instrumentistas. O lugar do espetáculo? O teatro Teresa Carreño, principal teatro de Caracas.
Está orquestra sinfônica foi fundada em 1975 pelo maestro José Antonio Abreu, que tinha como sonho “formar uma orquestra que possibilitasse aos estudantes de música realizar ensaios em grupo”. A orquestra original, que se apresentou pela primeira vez no dia 30 de abril de 1975, era somente a semente de algo muito maior.
O sonho do maestro Abreu e outros oito companheiros que estudavam em um escola de música do Estado, ia além da fundação de uma orquestra juvenil, eles tinham o desejo de “fazer música e a necessidade de criar um programa com características pedagócias próprias e originais, capaz de adaptar a metodologia de ensino existente em outros países” à realidade venezuelana.
De lá para cá, o sonho se consolidou e evoluiu para o que hoje é conhecido como “O Sistema”, ou “Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela”, um sistema de ensino, organização, participação, integração, criação e execução musical, e que funciona como um organismo vivo, pulsando em 190 núcleos e no coração de cada um dos mais de 300.000 músicos infantis e juvenis que atualmente estão integrados às 290 orquestras e coros infantis e juvenis distribuídas em toda Venezuela, de Güiria à Maracaibo.
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Enviado em Cultura, Venezuela | Etiquetado: Cultura, Documentarios, El Sistema, Musica Erudita, Musica venezuelana, Orquestra Sinfonica, Politica cultural, Tocar y Luchar, Venezuela | 1 Comentário »
Publicado por Zé Otavio em maio 15, 2008

O documentário “Why We Fight” (2005), dirigido por Eugene Jarecki, distribuido pela Sony Classics e transmitido pelo canal britânico BBC4, reconstroi o crescimento da industria armamentista dos EUA, desde a segunda guerra mundial, até os dias de hoje, desnudando a relação entre o governo norte-americano e o complexo militar-industrial que se desenvolveu principalmente desde os anos 1950.
O documentário “toma emprestado” o nome (Why We Fight) de uma série de filmes propagandisticos lançados durante a segunda guerra mundial e dirigidos por Frank Capra.
A cena inicial do filme, é a última declaração oficial do ex-presidente e ex-comandante das forças armadas dos EUA na Europa durante a II Guerra Mundial, o General (5 estrelas) Dwight Eisenhower, ao fim do seu segundo mandato à frente da Casa Branca.
Nessa declaração (realizada em 1961), Eisenhower diz que a produção de armamentos não pode ser improvisada e que as circunstancias justificam a existencia de uma ampla industria militar, no entanto ele finaliza fazendo um alerta alarmante sobre os grandes riscos que isso traz e a necessidade de ter sempre baixo controle o complexo industrial-militar, sem que ele pudesse exercer nenhuma influência política.
A realidade do assustador crescimento do complexto industrial-militar norte-americano e sua poderosa influência em Washington é tratada como uma profecia que se realizou, levando ao pesadelo, ao pior cenário possivel alertado por Eisenhower (cujo conhecimento tanto sobre as Forças Armadas como sobre as entranhas do poder é absolutamente inquestionável).
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Enviado em Cultura, Mídia | Etiquetado: Dick Cheney, Documentarios, Eisenhower, Filmes, George W. Bush, Halliburton, Império, Industria Militar, John McCain, Why We Fight | 1 Comentário »
Publicado por Zé Otavio em maio 10, 2008
Sinopse (tradução do espanhol minha):
“Esse romance ‘negro como o sangue dos mortos’ trata sobre o tráfico de órgãos de crianças latino-americanas, um fenômeno isento de escrúpulos que continua ocupando as primeiras páginas de muitos jornais internacionais e que marca mais um de uma larga cadeia de expólios que sofre o Terceiro Mundo. Apesar de haver sido finalista em vários concursos, a obra foi recusada por distintas editoras, sendo classificada de ‘terrível demais’. Indicada ao prêmio Dashiell Hammet de “novela negra”, Los niños de colores é uma narração de um dinamismo vertiginoso que não permite um momento de tregua ao leitor, nem sequer para respirar.”
Sobre o autor: Eugenio Aguirre
Escritor de origem Basco, Eugenio Aguirre nasceu na Cidade do México em 1944. Advogado, colaborador de várias publicações culturais e presidente da Associação de Escritores do México durante os anos de 1984 a 1986, produziu um total de 41 livros dos quais 38 já foram traduzidos ao inglês, francês, alemão, português e macedonio. Entre suas obras se destacam os romances ‘El caballero de las espadas’, ‘Gonzalo Guerrero’, ‘El rumor que llegó del mar’, ‘Pasos de sangre’ e ‘Amor de mis amores’.”
O livro pode ser encomendado diretamente com a editora Txalaparta, do País Basco ou através de uma livraria no Brasil. Existe uma tradução para o português de Portugal, denominada “A viagem dos meninos mortos” (bem menos poético do que o título original…).
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