Publicado por Zé Otavio em Maio 27, 2008
Os músicos da orquestra sinfônica esperam um sinal do maestro para começar a apresentação, ao fundo do palco, uma orquestra cujo único instrumento musical são luvas brancas e os corpos dos instrumentistas. O lugar do espetáculo? O teatro Teresa Carreño, principal teatro de Caracas.
Está orquestra sinfônica foi fundada em 1975 pelo maestro José Antonio Abreu, que tinha como sonho “formar uma orquestra que possibilitasse aos estudantes de música realizar ensaios em grupo”. A orquestra original, que se apresentou pela primeira vez no dia 30 de abril de 1975, era somente a semente de algo muito maior.
O sonho do maestro Abreu e outros oito companheiros que estudavam em um escola de música do Estado, ia além da fundação de uma orquestra juvenil, eles tinham o desejo de “fazer música e a necessidade de criar um programa com características pedagócias próprias e originais, capaz de adaptar a metodologia de ensino existente em outros países” à realidade venezuelana.
De lá para cá, o sonho se consolidou e evoluiu para o que hoje é conhecido como “O Sistema”, ou “Sistema Nacional de Orquestas Juveniles e Infantiles de Venezuela”, um sistema de ensino, organização, participação, integração, criação e execução musical, e que funciona como um organismo vivo, pulsando em 190 núcleos e no coração de cada um dos mais de 300.000 músicos infantis e juvenis que atualmente estão integrados às 290 orquestras e coros infantis e juvenis distribuídas em toda Venezuela, de Güiria à Maracaibo.
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Publicado por Zé Otavio em Maio 15, 2008

O documentário “Why We Fight” (2005), dirigido por Eugene Jarecki, distribuido pela Sony Classics e transmitido pelo canal britânico BBC4, reconstroi o crescimento da industria armamentista dos EUA, desde a segunda guerra mundial, até os dias de hoje, desnudando a relação entre o governo norte-americano e o complexo militar-industrial que se desenvolveu principalmente desde os anos 1950.
O documentário “toma emprestado” o nome (Why We Fight) de uma série de filmes propagandisticos lançados durante a segunda guerra mundial e dirigidos por Frank Capra.
A cena inicial do filme, é a última declaração oficial do ex-presidente e ex-comandante das forças armadas dos EUA na Europa durante a II Guerra Mundial, o General (5 estrelas) Dwight Eisenhower, ao fim do seu segundo mandato à frente da Casa Branca.
Nessa declaração (realizada em 1961), Eisenhower diz que a produção de armamentos não pode ser improvisada e que as circunstancias justificam a existencia de uma ampla industria militar, no entanto ele finaliza fazendo um alerta alarmante sobre os grandes riscos que isso traz e a necessidade de ter sempre baixo controle o complexo industrial-militar, sem que ele pudesse exercer nenhuma influência política.
A realidade do assustador crescimento do complexto industrial-militar norte-americano e sua poderosa influência em Washington é tratada como uma profecia que se realizou, levando ao pesadelo, ao pior cenário possivel alertado por Eisenhower (cujo conhecimento tanto sobre as Forças Armadas como sobre as entranhas do poder é absolutamente inquestionável).
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Publicado por Zé Otavio em Maio 15, 2008
Teremos
Mais um motivo
Quando o céu fechar
Pensando em desabar
Abriremos os campos
Passos firmes e suaves
Sem rastro
Esperando o abraço
Final em seus laços
Mas não sem levar
Alguns braços
Pralém do rio
Pro lado de lá
Onde todos em espasmos
Vamos parar
E de lá esperar
Uma chance para todos
Na névoa estelar
Retumbante e decidido
Abrindo caminho
Na chuva de aço
Que a nuvem de raiva
Medrosa formou
E apagar com o peito
As poças de água
Nos buracos do campo
De botas sem raça
Que vão ao abraço
Que a terra formou
Dos pés descalços
Que de tantos
Raízes brotou
Z.O. Passos
Caracas, 15 de Maio de 2008, 15:36
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Publicado por Zé Otavio em Maio 10, 2008
Sinopse (tradução do espanhol minha):
“Esse romance ‘negro como o sangue dos mortos’ trata sobre o tráfico de órgãos de crianças latino-americanas, um fenômeno isento de escrúpulos que continua ocupando as primeiras páginas de muitos jornais internacionais e que marca mais um de uma larga cadeia de expólios que sofre o Terceiro Mundo. Apesar de haver sido finalista em vários concursos, a obra foi recusada por distintas editoras, sendo classificada de ‘terrível demais’. Indicada ao prêmio Dashiell Hammet de “novela negra”, Los niños de colores é uma narração de um dinamismo vertiginoso que não permite um momento de tregua ao leitor, nem sequer para respirar.”
Sobre o autor: Eugenio Aguirre
Escritor de origem Basco, Eugenio Aguirre nasceu na Cidade do México em 1944. Advogado, colaborador de várias publicações culturais e presidente da Associação de Escritores do México durante os anos de 1984 a 1986, produziu um total de 41 livros dos quais 38 já foram traduzidos ao inglês, francês, alemão, português e macedonio. Entre suas obras se destacam os romances ‘El caballero de las espadas’, ‘Gonzalo Guerrero’, ‘El rumor que llegó del mar’, ‘Pasos de sangre’ e ‘Amor de mis amores’.”
O livro pode ser encomendado diretamente com a editora Txalaparta, do País Basco ou através de uma livraria no Brasil. Existe uma tradução para o português de Portugal, denominada “A viagem dos meninos mortos” (bem menos poético do que o título original…).
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