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Barack Obama perderá eleição para presidente, parte 2

Publicado por Zé Otavio em Junho 12, 2008

A águia-morcego, que se alimenta de sangue, mostra os EUA em caos, pedindo socorro (a bandeira está de cabeça para baixo).

Em entrevista publicada no dia 09 de junho de 2008 na Folha de S. Paulo, o sociólogo e teórico da Universidade de Yale, Immanuel Wallerstein empolgado com a candidatura de Obama, declara acreditar em sua vitória fácil no fim-de-ano. Se nesse ponto não concordamos, estamos na mesma linha do que deve acontecer caso Barack Obama seja de fato eleito: “Minha impressão é que a eleição de Obama criará um espaço para ação popular, mas ele não será o ator dessas mudanças, apenas responderá à pressão por elas.”. Se Lula neutralizou os movimentos sociais no Brasil com sua esperança de mudança, acho possível que Obama os desperte de seu sono esplêndido nos EUA. Em um texto futuro poderemos desenvolver melhor essa última questão.

Reafirmando minha posição de que não acredito na vitória de Obama no fim do ano, reforço com dois argumentos que explorei pouco no texto anterior:

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Documentário recomendado: Why We Fight

Publicado por Zé Otavio em Maio 15, 2008

Capa do DVD do documentario Why We Fight

O documentário “Why We Fight” (2005), dirigido por Eugene Jarecki, distribuido pela Sony Classics e transmitido pelo canal britânico BBC4, reconstroi o crescimento da industria armamentista dos EUA, desde a segunda guerra mundial, até os dias de hoje, desnudando a relação entre o governo norte-americano e o complexo militar-industrial que se desenvolveu principalmente desde os anos 1950.

O documentário “toma emprestado” o nome (Why We Fight) de uma série de filmes propagandisticos lançados durante a segunda guerra mundial e dirigidos por Frank Capra.

A cena inicial do filme, é a última declaração oficial do ex-presidente e ex-comandante das forças armadas dos EUA na Europa durante a II Guerra Mundial, o General (5 estrelas) Dwight Eisenhower, ao fim do seu segundo mandato à frente da Casa Branca.

Nessa declaração (realizada em 1961), Eisenhower diz que a produção de armamentos não pode ser improvisada e que as circunstancias justificam a existencia de uma ampla industria militar, no entanto ele finaliza fazendo um alerta alarmante sobre os grandes riscos que isso traz e a necessidade de ter sempre baixo controle o complexo industrial-militar, sem que ele pudesse exercer nenhuma influência política.

A realidade do assustador crescimento do complexto industrial-militar norte-americano e sua poderosa influência em Washington é tratada como uma profecia que se realizou, levando ao pesadelo, ao pior cenário possivel alertado por Eisenhower (cujo conhecimento tanto sobre as Forças Armadas como sobre as entranhas do poder é absolutamente inquestionável).

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